Monthly Archives: Setembro 2010

Soneto de Fidelidade

 

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

 

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

 

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

 

Eu possa (me) dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

 

– Vinícius de Moraes-

Ciúmes

Ciúmes


Às vezes chego ao ponto de querer adivinhar-te,

nesses instantes me sobrevêm diversas formas de sentimentos,

às vezes dor, às vezes paz, às vezes risos, às vezes lágrimas.

Eu fico inutilmente tentando adivinhar-te.

 

Ontem eu chorei tanto!

Chorei o pranto dos amantes da Lua, que nunca

a deixam de amar, mas nunca a possuem.

Ontem eu chorei todas as cenas de ciúmes que eu

quase adivinhava em meus densos pensamentos.

 

Tolice!

Sinto-me toda tola perdida em tais sentimentos.

Adivinho-te enciumadamente sem saber qual a

verdade de teus sentimentos… e sem querer saber,

para poder simplesmente adivinhar-te.

 

Ciúmes! Ontem essa dor me ocorreu de uma forma

tamanha, estranha, e quase inadmissível.

Nestas horas eu te odeio com toda força

do meu intenso amor.

 

Quero lançar-te para longe de minha vida

como se eu pudesse…(!) Como se eu soubesse!

Nestas horas eu te odeio com toda força

desse maldito-bendito amor.

-Ciúmes.

 

© Por Lilly Araújo-Direitos Autorais Reservados.


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Tão Simples este Amor

Tão simples este amor nasceu… Nós nem notamos
 que era amor e afeição que aos poucos nos prendia…
 O amor, – é aquela flor que engrinalda dois ramos
 aos esponsais de luz do sol de cada dia!
 
 Dois ramos, – eu e tu, – e as horas desfolhamos
 numa doce, irrequieta e impensada alegria,
 – e assim vamos vivendo, e a viver, acenamos
 sonhos verdes aos céus azuis da fantasia!
 
 Tão simples este amor nasceu… Tal como nasce
 um beijo em tua boca, um riso em tua face,
 uma estrela no céu… ou uma flor de um botão.. .
 
 Nem era necessário mesmo eu te falar,
 se já o tens transformado em luz no teu olhar,
 e eu, já o sinto a cantar, dentro do coração!

(Soneto  de JG de Araujo Jorge – coletânea –
“Meus Sonetos de Amor ” 1a edição1961 )

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