Soneto de Fidelidade

 

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

 

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

 

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

 

Eu possa (me) dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

 

– Vinícius de Moraes-

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About lillyaraujo13

Bióloga. Poeta. Amante de Deus, das crianças, das pessoas de boa fé e dos animais.

Posted on 16 de Setembro de 2010, in Vários autores and tagged , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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