Monthly Archives: Fevereiro 2013

11º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013

 

Lilian Araújo

*Nome: (Lilian Araújo.) LILLY ARAÚJO

*Poesia: O fauno e a dríade.

*Cidade que representa: Anápolis/GO.

*Pseudônimo: Flor de Cerejeira.

*Pontuação: 383 pontos.

 

-Veja a poesia, que ficou em 11º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:

Ensaio fazenda

*”Fazenda” – Tela de Roldão Aires.

 

O fauno e a dríade

Disse o fauno lentamente
como se quisesse fazer
a dríade finalmente entender,
— Não há mais nada para nós aqui,
se ficarmos iremos morrer!

A pequena fada olhou em despedida
a última árvore que ainda não
havia sido abatida.
Bateu as asas lentamente,
e como se não quisesse mais ver,
deu-lhe as costas de repente.

O fauno, amigo fiel,
quedou-se calado, não sabia o que dizer,
trotou ao lado da desconsolada fada,
vislumbrando o cenário de horror:
tudo sem brilho, sem alegria e sem cor.

Não havia mais estrelas no céu,
não mais brilho do luar,
Tudo agora era triste e cinzento,
morrera a terra, sujou-se a água,
calou-se o vento.

Foi assim que partiram os últimos
seres encantados do planeta
chamado Terra.
Recolheram-se um a um,
fugindo desse mundo de tanta guerra.

Digladiou-se o HOMEM
contra si mesmo tantas vezes.
Atacou a natureza sem dó nem piedade,
seus atos foram malignos
e repletos de irresponsabilidade.

Foram os dois últimos a chegar
naquele novo lar,
prantearam todas as perdas,
e desejaram um novo recomeçar.

O mundo que para trás deixaram
já não teria mais o que comemorar.
Seria duro e cruel tentar viver,
depois de a última árvore fenecer.

(Pseudônimo: Flor de Cerejeira)

 

 

 

*Comentário feito pelo jurado Fernando Aires de São Paulo/SP:

 

 

“Muito bem elaborada, a poesia, verso por verso, alude à mitologia grega e traz no debate a questão do desmatamento irresponsável, que é conseqüência da ambição do homem. Tem criatividade, ótimo vocabulário, excelente conotação.”

 

 

(Fernando Aires – jornalista)

 

 

 

*Comentário feito pelo jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:

 

“Belíssimo texto que transmite ao leitor um alerta que o fim do mundo acontece todos os dias, com as guerras que só trás horror, a morte ela é a única vencedora e muito mais eminente é o fim do homem que só procura o seu próprio silêncio sem se dar conta ou finge não querer ver o resultado do seu próprio fim.”

 

(Emanuel Carvalho – escritor)

FONTE

12º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013

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*Nome: Marcos Sodré.

*Poesia: OXALÁ.

*Cidade que representa: Armação dos Búzios/RJ.

*Pseudônimo: Pescador.

*Pontuação: 381 pontos.

 

 

-Veja a poesia, que ficou em 12º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:

 

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OXALÁ

 

Oxalá encontrar o elixir da eternidade

Assistir o tempo correr, sem preocupar-me com a idade

Ser agraciado com mais chances de encontrar a felicidade

Passaria a caminhar mais lentamente…

 

Oxalá deparar-me com a Árvore da Vida

Saborear seu fruto com suave mordida

Abraçá-la sem preocupar-me com a despedida

Seria pleno, neste segundo, eternamente…

 

Oxalá pudesse passear desnudo

Desbravar todas as florestas do mundo

Mergulhar em todos os mares, bem fundo

Seria humano, completamente…

 

Oxalá o sol e a chuva me visitassem todo dia

Trazendo o Arco da Aliança da Alegria

E o pote de ouro, escondido de tantos que o queria

Estaria radiante, simplesmente…

 

Oxalá eu valorizasse o que me é dado

Lutasse pelo o que me é tirado

Vivesse com que me basta

Seria feliz, na vida que é presente.

 

(Pseudônimo: Pescador)

 

 

*Comentário feito pelo jurado Fernando Aires de São Paulo/SP:

 

“Oxalá o ser humano desse mais valor ao que têm e recebe de graça no mundo, o pouco que ainda lhe resta da natureza, em vez de buscar, em detrimento desta, outro verde não tão necessário quanto: o do dinheiro. Ótimo trabalho, boa conotação e grande criatividade.”

(Fernando Aires – jornalista)

 

*Comentário feito pela jurada Cris Dakinis de São Pedro da Aldeia/RJ:

 

“Bom vocabulário.”

 

(Cris Dakinis – escritora)

 

 

*Comentário feito pelo jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:

 

“Oxalá poder ler um texto poético tão rico e cheio de vida. Queira Deus que continue neste caminho escrevendo poesia, imaginando dias melhores e levando ao leitor que a mãe natureza é só poesia e necessita de cuidados e amor para a sua própria existência.
Porque precisamos muito de rascunhos para escrever versos, mesmo diante do crescimento tecnológico ela é de grande utilidade e inspiração para nós poetas.”

 

 

(Emanuel Carvalho – escritor)

 

 FONTE

13º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013

 Amélia Raposo da Luz

*Nome: Amélia Marcionila.

*Poesia: Guardador de Árvores.

*Cidade que representa: Pirapetinga/MG.

*Pseudônimo:Uirapuru.

*Pontuação: 374 pontos.

 

 

-Veja a poesia, que ficou em 13º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:

 

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O Guardador de Árvores

 

Seiva… Sede…Sede de seiva…

Sorvendo amarguras

troncos de vítimas inocentes sangravam!

Serras, serrotes, machado empunhado

golpes mortais e machadadas fatais:

derrubadas, derrubadas,

queimadas, queimadas!.

O sangue, a seiva viva,

as folhas murchas agonizantes

a madeira extraída

na ganância do homem cruel!

Diante de tal cenário voltei à criança que fui

e virei  um Guardador de Árvores…

Pensei: onde cantará o uirapuru,

onde se esconderá o Moleque Saci

nas suas diabruras em noites de lua cheia?

E a Mula-sem-cabeça? Debaixo de que sombra

confabulará com a Cuca?

Somente a criança e a escola

poderão, na verdade,  nos ensinar

os segredos para resguardar o manto verde.

(Pseudônimo: Uirapuru)

 

*Comentário feito pelo jurado Fernando Aires de São Paulo/SP:

 

“Vocabulário claro, direto, criativa e com boa conotação com relação ao folclore.”

(Fernando Aires – jornalista)

 

*Comentário feito pelo jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:

 

“Bastante criativo e importante o texto. O autor tenta explicar que somente as crianças e as escolas podem mostrar que através da educação é onde está o segredo para guardar com amor a Natureza.”

(Emanuel Carvalho – escritor)

Fonte

14º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013

Janaína Santos 

*Nome: Janaína Santos.

*Poesia: Vida de Árvore.

*Cidade que representa: São Bernardo do Campo/SP.

*Pseudônimo: Armadillo.

*Pontuação: 369 pontos.

 

– Veja a poesia, que ficou em 14º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:

 

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Vida de Árvore

 

Com o coração da Vida

Meu peito pulsa ritmado

Tem fé e cura, qualquer Ferida

 

Caem e voam sem Direção

Meus pensamentos são folhas

Que brotam e morrem sem Razão

 

Abraçam o mundo e Amam

Meus braços são grandes galhos

Estendidos aos que Clamam

 

Quando quase desisto de Tudo

Meu corpo é tronco forte

Diz que até o final eu Luto

 

Tenho orgulho de onde eu Vim

Meus pés são raízes grandes

Que buscam meus sonhos, até o Fim

 

(Pseudônimo: Armadillo)

 

 *Comentário feito pelo jurado Fernando Aires de São Paulo/SP:

 

“É muito criativa, bem assimétrica e com bom ritmo, além de ótima conotação com a vida do ser humano. Visto que das árvores dependemos todos para viver, a começar pelo oxigênio que ela nos dá, e ela, por sua vez, também precisa de nós, como se juntos fossemos um único ser.”

 

(Fernando Aires – jornalista)

 

*Comentário feito pelo jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:

 

“O poeta é como uma árvore que tem seus troncos, galhos e folhagens. É forte, porém um vento forte pode nos levar pra longe dos nossos sonhos, fazendo com que cada folha caia em qualquer lugar sem rumo, sem direção. Mais as raízes sempre vão continuar lá. Gostei de ler o texto e a autora mostra uma fidelidade e um ritmo poético maravilhoso, transmitindo ao leitor uma boa leitura.”

 

(Emanuel Carvalho – escritor)

FONTE

15º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013

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*Nome: Geraldo Trombin.

*Poesia: ÁRVORE DEVIDA.

*Cidade que representa: Americana/SP.

*Pseudônimo: eskrit’or.

*Pontuação: 357 pontos.

 

-Veja a poesia, que ficou em 15º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:

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ÁRVORE DEVIDA

Tenho devido muito.

 

Não tenho plantado sequer uma semente,

Já que não há mais sêmen.

 

Apesar de sonhar a fecundidade

De ipês e outras flores,

O útero da terra

Sabe do Saara da minha esterilidade,

Do desconserto das minhas possibilidades

Pelas tantas e tantas e tantas primaveras

Sem o desabrochar das pétalas em sorriso.

 

Não tenho regado direitinho

A minha árvore genealógica.

Aliás, não tenho regado é nada,

Deixando as ramificações da minha família

Abandonadas sob o escaldante sol

Do não relacionamento.

 

Não tenho plantado árvores,

Não tenho escrito livros,

Não tenho gerado filhos.

 

Não tenho cuidado muito bem do meu jardim,

Que hoje vive à espera de outros regadores

Que chegarão para derramar

Sobre ele suas divinas águas

Matando a sua vil secura;

Que hoje vive a esperança de novas flores,

Borboletas, beija-flores,

De novos odores encantadores de amores.

 

Porque tenho devido muito,

Vivendo só e apenas no quebra-galho,

Embaixo de sombras alheias,

Pulando de galho em galho,

Não me preocupando nenhum pouco

Com os meus antepassados,

Com o presente e o futuro,

Fragilizando o meu tronco,

A minha cabeça, o meu membro.

 

Tenho devido muito,

Tenho esperado tudo sempre cair do céu.

Não tenho valorizado o que é meu,

Vivo parasitando tudo o que é seu.

 

Sei que um dia

Vou pagar as minhas devidas dívidas

Com a sequidão do meu tempo,

Cortando todos os meus males pela raiz.

 

Quem sabe, quando isso acontecer,

Eu alcance a graça de virar adubo,

Fertilizando novas vidas,

Arborescendo o outro lado que existe em mim

E que é bem, bem melhor assim.

 

(Pseudônimo: eskrit’or)

 

 

 

*Comentário feito pelo jurado Emanuel Carvalho de Nata/RN:

 

 

“Que ótima leitura, rica nas palavras, uma suavidade e verdades. Também serve como reflexão, um conselho, uma mensagem, um alerta. Humildade e intenção de ajudar e procurar com a sua própria auto ajuda corrigir o quanto antes seja tarde demais…”

 

(Emanuel Carvalho – escritor)

FONTE