Monthly Archives: Fevereiro 2013

16º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013

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*Nome: Jehan Santos.

*Poesia: Semeada na Metrópole.

*Cidade que representa: Cabo Frio/RJ.

*Pseudônimo: Louis Parker.

*Pontuação: 356 pontos.

 

 

-Veja a poesia, que ficou em 16º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:

 

 

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Semeada na Metrópole

 

Da semente da vida

Um broto verde surge

Querendo espaço

Entre os concretos da cidade

 

Lentamente, consegue sobreviver

Sob o sol forte e tempestades

Invisível pela sociedade

Mas abandonada, ainda existe

 

Com o tempo, ela cresce

Floresce e dá frutos

Mas ainda assim, persiste

Num solo poluído e mortal

 

Assim ela esperou, adormeceu

Aguardou pacientemente

Tornando-se grandiosamente

Uma árvore, cujo nunca se amou

 

No tumulto da pressa do mundo

Suas folhas se perdem pela estrada

Sementes de uma vida longa

Que o impossível cultivou

 

Hoje, na cidade de concreto

Reside toda a sua glória

Semeada na metrópole

A mãe de toda flora.

 

(Pseudônimo: Louis Parker)

 

 

 

*Comentário feito pelo jurado Fernando Aires de São Paulo/SP:

 

“Contraste entre a moderna arquitetura da cidade e o verde da natureza, também presente em meio a ‘selva de pedra’ urbana. Lembrou-me o poema ‘A Rua Diferente’, de Carlos Drummond.Ótimo vocabulário, bom ritmo. Ótima conotação com a vida urbana atual e suas necessidades em torno de mais áreas verdes.”

 

(Fernando Aires – jornalista)

FONTE

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17º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013

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*Nome: Lohan Lage.

*Poesia: Árvore da vida.

*Cidade que representa: Trajano de Morais/RJ.

*Pseudônimo: Andrade.

*Pontuação: 319 pontos.

 

 

– Veja a poesia, que ficou 17º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:

 

 

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Árvore da vida

 

Rua Sotero dos Reis,

sem número.

 

Eu:

manacá,

também conhecida como

primavera,

dezoito anos,

violácea violada:

árvore da vida.

 

Enraizei o meu ponto,

e vou ganhando a vida

sem cobrar guarida.

Ah, essas meninas…

agora o meu corpo se tornou apoio

de menina cansada…

eu, que não me canso:

trabalho noite e dia

dando

sombra,

fragrâncias

e um toque paisagístico

                                   [pra inglês nem ver…

nessa selva maquiada

de sonhos cinzentos.

 

Ó minha Deusa grega Puta!,

que a poda não desnude

o meu corpo inteiro;

eu, que dependo da aparência

pra sobreviver

e dos meus galhos para rodar

as folhas e emanar

meu cheiro.

 

Sei que ainda exalo

o melhor dos perfumes;

e minhas folhas, viçosas,

tocam suavemente

esses corpos impunes

cujas almas se dissipam

pelos orifícios,

pelos vícios,

pelo nada.

 

Cá estou eu,

árvore, coadjuvante urbana

a ser regada

pelos homens regados

de drinks

e suores;

engravatados,

urinam suas hipocrisias em mim,

maculando a raiz

dos meus princípios

sem fins.

 

As borboletas vêm me visitar

beijam o meu lilás,

repousam em meus galhos…

Renovam as esperanças

de dias menos noturnos

e nuvens não mais carregadas

de lágrimas que borram

os rímeis,

os sonhos,

os rumos.

 

(Pseudônimo: Andrade)

 

 

 

*Comentário feito pelo jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:

 

 

“Que maravilha de texto, que leitura gostosa. A autor transmite com palavras doces e sinceras a beleza de um ser que poderia ter significados melhores e com mais amor viver sem agressão. Mas os engravatados preferem folhas artificiais para não enraizar o seu caminho.”

 

(Emanuel Carvalho – escritor)

FONTE

18º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013

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*Nome: Gislaine Aparecida.

*Poesia: Árvore da Vida.

*Cidade que representa: São Paulo/SP.

*Pseudônimo: Linda Gabt.

*Pontuação: 319 pontos.

 

 

-Veja a poesia, que ficou em 18º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:

 

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Árvore da vida

 

Tu és a fonte da vida,

Tua seiva alimenta os famintos.

As sementes semeiam esperança,

Tua sombra acolhe os aflitos.

 

Ah! Natureza bendita,

Que controla a todos a vida,

És bem vinda querida Mãe-Terra

E a árvore da vida que nos convida…

 

A amparar, cuidar e preservar…

As espécies, a fauna e flora.

Todos juntos empenhados no amor,

E cuidando da vida que aflora.

 

Que a árvore de nossas vidas

Tenha raízes fortes e profundas

Que os frutos de nosso trabalho

Deem, enfim, uma colheita fecunda!

 

(Pseudônimo: Linda Gabt)

 

 

 

*Comentário feito pelo jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:

 

 

“A árvore da vida é o espírito que nos guia a alguma coisa, a um novo começo, uma nova vida. Além de nos doar seus frutos para a sobrevivência do homem, nos acolhe em sua sombra. E a autora faz um apelo para que tudo isso não desapareça e convida o leitor a proteger a mãe natureza.”

 

(Emanuel Carvalho – escritor)

 

 

 

 

*Comentário feito pelo jurado Fernando Aires de São Paulo/SP:

 

 

“Vocabulário claro, direto, tem bom ritmo e métrica, além de ótima conotação com relação às ‘sementes’, ‘sombra’, ‘fonte da vida’ e às nossas necessidades atendidas pela natureza, através das árvores.”

 

(Fernando Aires – jornalista) 

FONTE

19º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013

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*Nome: Marcelo de Oliveira.

*Poesia: Árvore da Vida.

*Cidade que representa: Salvador/BA.

*Pseudônimo: Som.

*Pontuação: 312 pontos. 

 

 

– Veja a poesia, que ficou em 19º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:

 

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Árvore da vida

 

Árvore da vida

Tão castigada hoje em dia

Trocada por prédios sem nostalgia

Vem sumindo rapidamente…

 

As cidades se desenvolvem

As florestas somem,

Parques arborizados

Transforma-se em parque tecnológicos.

 

Sem nenhuma lógica

A vida empedra-se

Vemos um mundo predial

Casa encima de casas…

 

A razão virou lucro

Nosso sangue verde solidifica-se

E a nossa vida

Virou dúvida, dívida…

 

(Pseudônimo: Som)

 

 

*Comentário feito pelo jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:

 

“O homem procura o tempo todo ser o centro das atenções, sem fé, sem amor ele acha que podemos sobreviver sem sentimentos. E com isso trata-se a mãe natureza como um punhado de areia e cobre toda a floresta com cimento, criando obstáculos para que as raízes não progridem e com isso implanta concreto em lugar dos frutos que acabam virando adubo. Muito boa a leitura e a mensagem do autor!”

 

(Emanuel Carvalho – escritor)

Fonte