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Grades

Grades

Imagino-te enciumadamente.
O seu leito preenchido nessa madrugada
por alguém que não eu. Como sempre,
e mesmo tanto tempo depois, ainda sofro.

E percebo no meu sofrer que minha
alma não calejou, e ainda sente a dor fina e aguda
do meu ciúme que também é amor.
E vou te imaginado sem parar nessa minha insônia…

Então, vou desejando morrer de amor,
e vou desejando viver em teus braços,
e vou me cansando de tanto desejar
tantos desejos desencontrados.

E vou me privando de deitar, de dormir
de descansar, de sonhar.Vou gastando minha alma,
chorando lágrimas que já não caem mais,
sucumbidas no meu abismo interior.

Apenas porque nasci dentro de Grades
que insisto em chamar de amor.

© Por Lilly Araújo  – Direitos Autorais Reservados.

Classificada para compor a antologia Poesias Encantadas III, no qual tive a Honra de ter a foto da capa escolhida.

Foto da Capa by Lilly Araújo

Como?!

Como?!


O que é que eu fui fazer? (…)

O que eu faço para não mais lembrar?

Como calar o som da chuva, a lágrima do poeta,

o amor que sinto por ti?!

Poderia eu fazer retornar as lavas flamejantes

de um vulcão recém despertado?

Poderia eu conter a fúria de um tsunami?

Poderia minhas palavras ficar longe das tuas?

Quisera eu, saber adestrar o mar,

conter a tempestade,

correr por sobre o sol, andar por entre as nuvens.

Tudo em vão!

Como isso poderia ser feito de outra forma

senão desta forma doida e desenfreada?

Como chamar os anjos para perto de mim?

Como parar o tempo Kronos?

Nada eu te dei.

Nada tu me deste.

tudo um ao outro entregamos.

Como poderíamos conter a fúria do oceano?

 © Por Lilly Araújo-Direitos Autorais Reservados

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Ciúmes

Ciúmes


Às vezes chego ao ponto de querer adivinhar-te,

nesses instantes me sobrevêm diversas formas de sentimentos,

às vezes dor, às vezes paz, às vezes risos, às vezes lágrimas.

Eu fico inutilmente tentando adivinhar-te.

 

Ontem eu chorei tanto!

Chorei o pranto dos amantes da Lua, que nunca

a deixam de amar, mas nunca a possuem.

Ontem eu chorei todas as cenas de ciúmes que eu

quase adivinhava em meus densos pensamentos.

 

Tolice!

Sinto-me toda tola perdida em tais sentimentos.

Adivinho-te enciumadamente sem saber qual a

verdade de teus sentimentos… e sem querer saber,

para poder simplesmente adivinhar-te.

 

Ciúmes! Ontem essa dor me ocorreu de uma forma

tamanha, estranha, e quase inadmissível.

Nestas horas eu te odeio com toda força

do meu intenso amor.

 

Quero lançar-te para longe de minha vida

como se eu pudesse…(!) Como se eu soubesse!

Nestas horas eu te odeio com toda força

desse maldito-bendito amor.

-Ciúmes.

 

© Por Lilly Araújo-Direitos Autorais Reservados.


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