Monthly Archives: Julho 2011

Flor Mulher

Flor Mulher

A flor murchou no vaso da janela
passou a vida, foi-se a esperança.
partiu sem despedida e sem lembrança.
Mas outra decerto virá após ela.

Um beijo toca aquela face amarela,
pálida que está a tola criança.
Ele toma-lhe a mão para uma dança.
E o coração então não é mais dela.

Foi-se agora a inocência,
o sonho pueril morreu.
Perdeu-se do olhar a transparência.

Em seu corpo uma mulher nasceu
motivada por muita carência,
sem pudor ao desejo cedeu.

©Por Lilly Araújo -14/05/2011 – Direitos Autorais Reservados.

Publicado na CBJE-RJ

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Dentro de Mim

Dentro de Mim

Dentro de mim parece habitar um vulcão.
Dentro de mim há tanto para se entender.
Dentro de mim batem dois corações.
Dentro de mim infinitas indagações.

Onde estará a chave que abre a porta
de tantas questões e abismos dentro de mim?
Quando será que um dia eu saberei entender-me?
Será que esse dia demora a chegar?
Será que chega enfim?

Dentro de mim parece habitar um mundo irreal.
Dentro de mim eu sou eu sem saber.
Dentro de mim há fantasmas e anjos.
Dentro de mim é paraíso. É tormento abismal.

Demora a chegar a minha paz.
Se ela chega, parece não continuar.
Eu vítima de meus sentimentos!
Assim tudo vai se esvaindo sem saber ficar.

Dentro de mim tudo é labirinto.
Dentro de mim tudo é paradoxo e extremo.
Dentro de mim às vezes é tão vazio e démodé.
Dentro de mim o mais bonito é você.

© Por Lilly Araújo-27/07/2006 – Direitos Autorais Reservados

Publicado na CBJE- RJ

Vídeo do Concurso de Poesia

Concurso de Poesias  Encantadas II, do qual participei com o poema MEUS VERSOS, que pode ser lido em:
https://somdocoracao.wordpress.com/2011/05/25/meus-versos/
Obrigada e parabéns a todos os selecionados e organizadores do Concurso e da Antologia!!
Lilly Araújo.

Lembranças Simples

Lembranças Simples

Eu me lembro do seu sorriso,
eram sempre risadas escancaradas ofendendo
o pudor dos recatados
e espantando o solitário silêncio
entre os meus olhos tão oprimidos.

Eu me lembro sem censura,
dos seus gritos, de suas rugas,
do “moleque doido” que sempre habitará em ti.
Dos bombons entregues às vezes fortuitamente.

Lembro dos sorrisos que eu dava,
correndo atrás dos patos,
e que viravam poesia nas tuas mãos…
No tempo em que tudo era proibido,
te amar ou não.

Eu me lembro que sempre te amei,
de um modo que nem sempre se quer ou se espera,
mas talvez do modo que mais dure.
Pois dura toda uma eternidade!

E eu lembrarei sempre, o porquê dos cavalos-marinhos
na praia do Renato Russo:
É porque eles têm a alma como a nossa.
Imprudente. Inconsequente. Passional.

E de curtir lembranças simples
como estas de agora,
me dou conta o quanto a vida é muito mais
complicada do que desejamos,
e mesmo assim, nós apenas continuamos…

© Por Lilly Araújo – 12/07/2011 – Direitos Autorais Reservados.

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Tua Declaração

Tua Declaração

 

Ah, se soubesse o peso da tua declaração!
Quando o meu corpo rendido
eu te oferto, como fruto maduro ao teu paladar,
e no teu corpo macio eu me aninho silente,
ouvindo uma canção de ninar.

Ah! Se soubesses ou pudesses imaginar
como me faz bem teu sentimento,
e como me parece matar.
Quando entrelaçados num momento
eu tenho rendido o teu ser no meu ser,
e eu mesmo me rendo sem dever.

Ah, se sentisses o que eu sinto!
Quando caem sobre mim as tuas palavras,
e me perpassam e me ameaçam.
Essas tuas palavras me querem mesmo matar.

Ah! Se entendesses o que eu sinto por dentro,
quando me olhas profundo nos olhos,
e num profundo momento, de um acontecer insano,
abre teus lábios assassinos e dizes: – Eu te amo!

© Por Lilly Araújo -12/11/2006 – Direitos Autorais Reservados.

Publicado na CBJE